Os erros têm uma má reputação, mas é preciso enxergá-los de outra forma. Os erros ajudam as pessoas a serem melhores e serem bem-sucedidas, aprendendo a crescer.
Não há motivo para ter vergonha dos erros, mas também não faz sentido repeti-los. Páginas de produtos genéricas perdem vendas para a concorrência. Experiências de checkout ruins afastam os clientes na reta final. Negligenciar os usuários de dispositivos móveis significa abrir mão da maioria das compras online.
Saiba como identificar e corrigir 11 erros comuns no setor de e-commerce para evitar tropeços caros e construa uma loja online bem-sucedida.
Os 11 erros comuns no e-commerce
Os erros mais comuns no e-commerce vão de esquecer os usuários de dispositivos móveis a deixar de lado o calendário de conteúdo. Documente e compartilhe seus erros e aprendizados sem vergonha para evitar que você e sua equipe os repitam.
1. Ignorar os insights sobre o público
Sem insights sobre o público, as empresas acabam priorizando metas corporativas em vez das necessidades do consumidor, levando a resultados genéricos e pouco atrativos.
Por exemplo, uma loja de móveis online pode focar no lançamento de um aplicativo móvel que os clientes nem pediam em vez de melhorar a experiência de checkout confusa que a maioria já usa.
A pesquisa de mercado pode revelar os interesses, desejos e motivações dos consumidores. As empresas de e-commerce de sucesso usam essas informações para desenvolver produtos e estratégias de marketing que se conectam num nível pessoal e emocional.
Comece com uma pesquisa sobre as necessidades dos clientes e defina seu público-alvo por meio de pesquisas com clientes, análises da concorrência e relatórios de mercado de terceiros. Depois de ter uma noção geral do mercado, crie personas de comprador para incentivar os membros da equipe a refletir a fundo sobre o comportamento e as preferências do consumidor e manter esses insights sempre em mente.
2. Escolher as ferramentas erradas
Selecionar a plataforma de e-commerce ou o sistema de gerenciamento de conteúdo (CMS) errado gera dores de cabeça diárias: registros de clientes duplicados, pedidos que não sincronizam, contagens de estoque que não são correspondentes. Uma única ferramenta incompatível pode resultar em horas de digitação manual de dados toda semana.
As empresas de e-commerce costumam trabalhar com várias ferramentas de software, como um CMS, um sistema de gestão de relacionamento com o cliente (CRM), uma plataforma de e-commerce e um sistema de ponto de venda (PDV). Se essas ferramentas não se integram direito, você pode enfrentar muita dor de cabeça ao acompanhar pedidos e o engajamento dos clientes, principalmente conforme o negócio cresce.
Encontrar soluções de integração de e-commerce pode economizar tempo e melhorar seu retorno sobre o investimento (ROI). Se você já opera uma loja de e-commerce, faça uma auditoria das suas necessidades técnicas e trabalhe com membros de diferentes departamentos para escolher ferramentas que atendam a todos. Se você está planejando lançar uma nova loja de e-commerce, use uma plataforma que já vem com ferramentas integradas e aplicativos nativos, como a Shopify.
3. Criar uma experiência de checkout ruim
Problemas no checkout, como falhas no site, opções limitadas de envio ou pagamento e falhas no design de UX, podem aumentar sua taxa de carrinhos abandonados. Um processo de checkout complicado também pode resultar na perda de vendas porque cada etapa extra aumenta a chance de o cliente desistir. Remova campos desnecessários ou adicione uma barra de progresso para manter os clientes no caminho da compra.
Quando os clientes informam os dados do cartão de crédito, um checkout fluido e seguro transmite confiança. Os sites de e-commerce podem usar sinais de confiança, como exibir um certificado HTTPS e os logotipos das processadoras de pagamento, para que os consumidores se sintam seguros quanto à segurança do pagamento.
Estabelecer credibilidade, reduzir o número de etapas e oferecer opções de pagamento e entrega convenientes para o consumidor ajudam a criar uma experiência de checkout de e-commerce sólida, que incentiva os clientes a concluírem os pedidos.
4. Negligenciar o web design
Problemas de design por descuido, como tempos de carregamento lentos, navegação confusa e imagens de baixa resolução, podem fazer seu negócio parecer menos confiável.
Um bom design importa porque seu site é uma das principais formas de expressar a identidade da sua marca, gerar credibilidade e interagir diretamente com os clientes, além de gerar vendas.
As iniciativas de marketing e publicidade geralmente direcionam os consumidores ao site para que obtenham mais informações ou façam uma compra. Assim que o usuário chega ao seu site de e-commerce, a primeira impressão e a experiência de navegação podem influenciar diretamente a opinião dele sobre sua marca.
Use um construtor de sites de alta qualidade com modelos prontos ou invista em desenvolvimento web profissional para criar uma loja de e-commerce atrativa, que inspire confiança.
5. Esquecer os usuários de dispositivos móveis
Estimativas do setor previam que o comércio móvel chegaria a 63% de todo o e-commerce de varejo em 2025. Se o seu site de e-commerce não é exibido corretamente em dispositivos móveis, você corre o risco de perder uma quantidade significativa de clientes em potencial.
Usar um design web responsivo pode melhorar muito a experiência do cliente em dispositivos móveis. Para garantir uma experiência de qualidade, visualize as atualizações do site tanto em dispositivos móveis quanto em computadores antes de publicá-las.
Outras táticas de otimização para dispositivos móveis incluem simplificar a filtragem e a ordenação na busca de produtos, incluir vídeos e visualizações com zoom e evitar caixas pop-ups que ocupam grande parte da tela em dispositivos móveis.
6. Criar páginas de produto sem graça
Páginas de produtos genéricas, com fotos desfocadas e descrições rasas, perdem vendas para concorrentes que mostram aos clientes exatamente o que estão comprando. Imagens de alta qualidade e descrições detalhadas não apenas informam, mas ajudam os compradores a imaginar como seria ter o seu produto.
Para criar páginas de produto atrativas, inclua uma variedade de fotos de alta resolução, como imagens nítidas que mostrem ao usuário o que esperar e uma fotografia de estilo de vida bem selecionada, que demonstre como os produtos se encaixam no dia a dia.
Escreva descrições de produtos que reflitam o tom da sua marca e destaca os principais casos de uso, e adicione uma lista completa de especificações e funcionalidades do produto.
7. Deixar o conteúdo de lado
Sem um conteúdo de alta qualidade no seu site e nos seus canais de redes sociais, você corre o risco de perder o tráfego de busca orgânica, que pode gerar vendas.
Criar conteúdo original e de alta qualidade pode exigir tempo e esforço, mas essa prática pode fortalecer sua estratégia de marketing. Concentre-se em um nicho para que seu conteúdo se destaque num ambiente de redes sociais saturado.
Posts de blog e conteúdo para redes sociais consistentes permitem que você se conecte com os consumidores de forma autêntica. Compartilhar conteúdo orgânico nas redes sociais ou em newsletters por e-mail pode ajudar a impulsionar o engajamento com a marca e construir relacionamentos duradouros com os clientes.
8. Usar táticas de marketing agressivas demais
Cupons de desconto incessantes e e-mails de “Compre agora!” fazem as pessoas se deinscreverem. Os clientes continuam engajados quando você oferece primeiro o valor (conteúdo útil, histórias da marca, produtos que resolvem problemas) e deixa a venda agressiva para quando eles estiverem prontos.
O marketing emocional se conecta com seu público-alvo num nível mais profundo ao criar materiais e campanhas que despertam emoções e constroem relacionamentos significativos entre os clientes e sua marca. Ao humanizar sua marca e a experiência do cliente, você pode criar relacionamentos mais profundos do que qualquer cupom de desconto ou e-mail de lembrete de carrinho jamais conseguiria.
9. Pular o SEO técnico
Posts de blog otimizados e páginas de produto repletas de palavras-chave são apenas parte da equação da otimização para mecanismos de busca (SEO). Um site que carrega muito devagar ou confunde os mecanismos de busca pode cair da primeira para a terceira página, justamente onde a maioria das pessoas nunca olha.
As iniciativas de marketing de conteúdo têm muito mais chances de chegar ao topo dos resultados de busca com o SEO técnico, o trabalho extra que garante que seu site seja rápido, rastreável e fácil de indexar pelos mecanismos de busca. Problemas como links quebrados, tempos de carregamento lentos, mapas de site ausentes e estruturas de URL inconsistentes podem prejudicar seu posicionamento nos mecanismos de busca.
Fazer uma auditoria do site ajuda sua equipe a identificar e resolver esses problemas. Implementar tarefas essenciais de manutenção do site e otimizar a estrutura do site com metatítulos e schema pode aumentar a sua autoridade de domínio.
10. Oferecer um atendimento ao cliente ruim
As interações de atendimento ao cliente são importantes para moldar o relacionamento com a marca. Experiências de suporte negativas podem prejudicar a reputação de uma marca e contribuir para o churn (um cliente não retornar para realizar uma nova compra). Por outro lado, lidar com as preocupações de forma eficiente e gentil constrói confiança.
Oferecer os recursos ideais pode preparar sua equipe de atendimento ao cliente para o sucesso. Usar uma plataforma de gestão de atendimento ao cliente ou de gestão de relacionamento com o cliente (CRM) para organizar e acompanhar os chamados recebidos reduz o risco de comunicações perdidas. Estabelecer diretrizes claras e fornecer um roteiro para suas equipes de suporte pode ajudar a garantir que os clientes tenham interações consistentes e positivas.
11. Não definir o seu “porquê”
Reflita sobre a motivação original por trás dos seus produtos. Não foque em querer ficar famoso ou ter algo próprio. É preciso haver um porquê.
Deixe essa motivação transparecer na narrativa da sua marca, nas mensagens de marketing e até nos textos dos produtos para que seus clientes em potencial tenham a chance de criar uma conexão emocional.
Perguntas frequentes sobre erros comuns no e-commerce
O e-commerce ainda vale a pena?
A concorrência no e-commerce é alta, mas o mercado brasileiro de e-commerce teve um faturamento de R$ 235,5 bilhões em 2025. Abrir um negócio de e-commerce ainda permite que você alcance clientes no mundo todo com um custo mínimo, seja para obter uma renda extra ou para criar uma grande marca.
Qual é o mês mais fraco para o e-commerce?
A demanda sazonal por vendas varia conforme o seu produto e setor. De modo geral, janeiro costuma ser o mês de vendas fracas para o e-commerce, já que os consumidores reduzem os gastos feitos no período de festas.
Qual é uma boa margem de lucro para uma loja de e-commerce?
Os parâmetros de margem de lucro variam entre os setores do e-commerce. Como regra geral, uma margem de lucro líquido de 10% é considerada média enquanto uma margem de 20% é considerada alta e a de 5% é considerada baixa.

